• Quem sou e o que estou fazendo?


    Você já se perguntou "Quem sou eu?". ou melhor, "O que estou fazendo de minha vida?". São perguntas que fazemos de tempos em tempos, ou ao menos deveríamos fazer, para perceber e conhecer melhor sobre nós mesmos.

    Porém, nem sempre encontramos respostas, por vezes buscamos respostas "prontas" fora de nós, seja em livros ou numa religião. Mas essa resposta só pode ser respondida por nossa pessoa, mais ninguém fora nós mesmos.

    Pois são perguntas que se referem unicamente à nossa pessoa, somente a pessoa terá meios e recursos para resondê-la. E não é tão simples responder essas perguntas, tem vezes pensamos uma série de coisas e não chegamos a lugar nenhum.

    Mas, por que é tão difícil responder essas perguntas? Não é tão fácil nos perceber, além disso, pode ser difícil aceitar como realmente somos, pois nem sempre a pessoa que somos é a mesma pessoa que gostaríamos de estar sendo.

    A pessoa que estamos sendo hoje nem sempre estará próxima da pessoa que gostaríamos de ser. Aceitar isso pode ser difícil, pois batalhamos tanto para ser como gostaríamos, mas nem sempre alcançamos, nem sempre isso é possível, e se perceber é perceber também seus limites e impedimentos.

    Mas vamos voltar às perguntas iniciais, sobre quem sou eu e o que estou fazendo de minha vida, de fato há uma maneira de responder essas perguntas:

    Quem sou eu? Sou a pessoa que carrega toda a história do que vivi até hoje, tudo o que experimentei, o que me recordo e o que eu vivo agora, juntamente com meus desejos, expectativas e frustrações.

    O que estou fazendo da minha vida? É justamente o que estou fazendo agora, se estou lendo um texto sobre autoconhecimento, estou refletindo sobre a minha existência, se estou viajando para outras cidades estou conhecendo outros lugares, se estou vivendo uma rotina estou seguindo uma vida rotineira.

    Podemos ampliar a reflexão para entender melhor com outras perguntas, como -O que tenho feito de mim mesmo? -O que fiz na semana anterior? -Quais lugares eu frequentei? -Com quais pessoas me relacionei e convivi? -O que li, ouvi, senti, refleti, apreciei? -Quais atividades fiz? -Quais afetos e desafetos experimentei?

    Tudo isso compõe a pessoa que estou sendo hoje. Porém, como estamos sempre em transformação, essas respostas também estarão sempre em transformação. A todo momento vivenciamos novas experiências, afetos e desafetos que compõem a pessoa que estamos sendo.

    Somos o resultado de nossa história de vida, das experiências que tivemos, dos gostos e desgostos, dos momentos bons e dos momentos ruins, dos lugares que visitamos, das pessoas que convivemos, dos filmes que assistimos, dos livros que lemos, dos sentimentos que experimentamos, ou seja, o que somos hoje é o resultado de tudo o que fizemos de nossa vida.

    E nem sempre a pessoa que somos é a mesma pessoa que desejamos ser. Mas perceber isso não é ruim, pelo contrário é bom, pois se não somos a pessoa que desejamos ser, podemos fazer novas escolhas para nos tornar a pessoa que desejamos, ou ao menos ajustar nossos desejos com a possibilidade de coloca-los em prática ou não.

    Nós não somos um ser "pronto", não estamos terminados, mas estamos sempre por fazer, sempre inacabados. Por isso podemos sempre fazer novas escolhas e procurar novos caminhos. E se não sabemos bem o que queremos, nos lançamos no mundo, vivemos experiências até encontrar o que nos identifica e interessa.

    Estamos sempre criando e recriando a nossa própria existência, por isso é difícil definir e delimitar ela. A descrição dá uma ideia de uma coisa estática, mas a existência não é estática, a existência é movimento. Por isso não há como nos definir "eu sou tal coisa", pois quando digo o que sou, isso se refere ao momento atual, que não será o mesmo daqui alguns dias ou anos.

    Essas perguntas devem ser feitas continuamente em nossa vida, e nunca estarão por completo respondidas, pois nunca vamos chegar numa resposta que defina totalmente a nossa existência. A nossa existência não é uma coisa, não é um objeto, ela é um processo, está sempre em definição, em construção, em ação, em reação. E é isso que somos, essa existência mutante, que se transforma no tempo e no espaço.
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