• O que fazer diante do coronavirus?


    O coronavírus está aumentado sua proporção muito rapidamente, apesar de ter baixa letalidade em comparação com outros vírus, sua expansão é enorme, em pouco mais de dois meses matou mais de 42 mil pessoas em todo o mundo.

    Seu aumento de contágio e mortes é responsabilidade nossa, todos nós podemos nos engajar seja para diminuir sua proporção como para aumentá-la. Precisamos fazer algo, e esse algo é urgente, seja o que fizermos seremos responsáveis por isso.

    A primeira coisa que podemos fazer é nos informar, conhecer melhor sobre o vírus, sua expansão e seus riscos. Até o momento, o que sabemos é que ele se espalha pelas pessoas contaminadas, por meio das gotículas quando uma pessoa fala, tosse, espira, ou quando toca num objeto, maçaneta, computador e outra pessoa leva a mão no mesmo, depois toca o rosto.

    Os principais sintomas do coronavírus são parecidos com a uma gripe ou resfriado: febre alta, tosse, dor de garganta e falta de ar. Porém, nem todas as pessoas contaminadas apresentam sintomas, por isso nem todas entram para as estatísticas, ou seja, é possível que você esteja ao lado de uma pessoa que não esteja apresentando nenhum desses sintomas, mas que esteja com o vírus em seu corpo.

    Isso dificulta muito o trabalho de controle do vírus, pois fica praticamente impossível de saber onde o vírus está se expandindo. Uma pessoa infectada, mesmo sem sintomas aparentes, pode, num dia, infectar mais de 50 pessoas, dependendo das atividades que faz, dos lugares que frequenta e da quantidade de pessoas que encontra. Essas pessoas infectadas podem passar o vírus para outras 50 rapidamente.

    Por conta disso o isolamento social é necessário para que se possa controlar os focos do vírus e evitar que este se expanda. Quanto mais o vírus se expandir, mais difícil será impedir seus efeitos, que, segundo estatísticas são alarmantes. Além disso, não se sabe ainda sobre todos os efeitos do vírus no organismo, muitos dos que não chegam a morte podem sofrer danos aos órgãos ou dificuldades de respiração.

    Colégio Imperial de Londres de Medicina e Tecnologia, considerado a 6ª melhor universidade do mundo, publicou no dia 26 de março de 2020, uma previsão do aumento de casos de coronavírus em todos os países, supondo cenários de intervenção, redução de impacto e supressão. Segue as estatísticas para o Brasil, com uma população estimada em 212 milhões de habitantes:

    Sem medidas de distanciamento social
    População infectada: 187.799.806
    Mortes: 1.152.283
    Pessoas necessitando hospitalização: 6.206.514
    Pessoas necessitando UTI: 1.527.536

    Com distanciamento social de toda a população
    População infectada: 122.025.818
    Mortes: 627.047
    Pessoas  necessitando hospitalização: 3.496.359
    Pessoas necessitando UTI: 831.381

    Com aplicação das medidas tardiamente
    População infectada: 49.599.016
    Mortes: 206.087
    Pessoas necessitando hospitalização: 1.182.457
    Pessoas necessitando UTI: 460.361
    Demanda por hospitalização no pico da pandemia: 460.361
    Demanda por leitos de UTI no pico da pandemia: 97.044

    Com aplicação das medidas precocemente
    População infectada: 11.457.197
    Mortes: 44.212
    Pessoas necessitando hospitalização: 250.182
    Pessoas necessitando UTI: 57.423
    Demanda por hospitalização no pico da pandemia: 72.398
    Demanda por leitos de UTI no pico da pandemia: 15.432

    No dia de hoje, 31 de março de 2020, estamos com 5.717 casos e 201 mortes no Brasil, porém os números reais da pandemia dependem da realização de testes nas pessoas com suspeita e notificação às autoridades, porém estamos com poucos testes e nem todas os casos são notificados.

    Temos que tomar muito cuidado com as notícias falsas que correm sobre o coronavírus, inclusive aqueles que estão minimizando a situação, promovendo um perigo alarmante para a população. De acordo com os dados científicos, segue abaixo o que sabemos sobre o coronavírus:

    1. O isolamento social é a única medida que foi capaz controlar esta pandemia nos outros países;
    2. Não há hoje nenhuma conclusão científica de que a Cloroquina possa curar o Coronavírus;
    3. Não há evidência de que uma pessoa infectada e recuperada permaneça imune para o resto da vida;
    4. Esperar a população criar resistência é estrangular sistemas de saúde e levar milhares a morte devido a velocidade da infecção;
    5. Estamos há duas semanas atrás da Espanha, medidas de contenção são a única forma de não chegarmos na situação daquele país hoje;
    6. Existe a possibilidade concreta de epidemias ainda mais letais e velozes que esta se desenvolverem;
    7. Apenas os líderes do Brasil e da Bielorrússia estão negando a gravidade da pandemia e pregando o fim do isolamento.

    "Nenhum de nós pode se salvar sozinho. Temos de nos perder juntos, ou nos desembaraçar juntos."
    (Jean-Paul Sartre)
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